Sunday, April 08, 2018



Trechos do livro
                                 “Fragmentos de um Ensinamento Desconhecido”       de P. D. Ouspenski.

Partimos do fato de que o homem não se conhece a si mesmo, de que NÃO é, isto é, não é o que pode e o que deveria ser.

Um homem deve, antes de tudo, compreender certas coisas.

Tem milhares de idéias falsas e concepções falsas, principalmente sobre si mesmo e deve começar por se libertar ao menos de algumas delas, se quer algum dia adquirir algo de novo, seja o que for. 

A suprema ilusão do homem é que pode fazer. Mas ninguém faz nada e ninguém pode fazer nada.

      T u d o   a c o n t e c e.

Para fazer é preciso ser. E é preciso, antes de tudo, compreender o que significa ser.

Se houver no homem alguma coisa que possa resistir às influências exteriores, então essa mesma coisa poderá resistir também à morte do corpo físico.

Segundo antigo ensinamento, quando o homem atinge o mais completo desenvolvimento em geral que lhe seja possível, ele se compõe de quatro corpos.
O que permite a existência de quatro corpos é ter um organismo humano, isto é, o corpo físico.

A consciência manifestada nesse novo corpo está apta a governá-lo e tem pleno poder e pleno controle sobre o corpo físico.

Na linguagem cheia de imagens de certos ensinamentos orientais, é assim:

Carruagem  -  corpo

Cavalo     -  sentimentos, desejos

Cocheiro   -  pensamentos

Amo        -  Eu, consciência, vontade

A principal diferença, é que, no primeiro caso, as funções do corpo físico governam todas as outras, noutros termos, tudo é governado pelo corpo que é, por sua vez, governado pelas influências exteriores.

No segundo caso, o comando ou controle emana do corpo superior.

Se um homem nunca resiste a nenhum de seus desejos, se é conivente com eles, se os adula, se até os encoraja, jamais haverá conflito interior, jamais haverá “fricção” e fogo. Mas se, para atingir uma meta definida, ele combate os desejos que se atravessam em seu caminho, cria desse modo um fogo que transformará gradualmente seu mundo interior num Todo.

Na verdade, enquanto seus quatro corpos não estiverem totalmente desenvolvidos, nenhum homem tem o direito de ser chamado de Homem, no pleno sentido da palavra.

Assim, o homem verdadeiro possui numerosas propriedades que o homem comum não possui.

Uma dessas propriedades é a imortalidade.

Postado por Mércia.

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