Trechos do livro
“Fragmentos
de um Ensinamento Desconhecido” de P.
D. Ouspenski.
Partimos do fato de
que o homem não se conhece a si mesmo, de que NÃO é, isto é, não é o que pode e
o que deveria ser.
Um homem deve,
antes de tudo, compreender certas coisas.
Tem milhares de
idéias falsas e concepções falsas, principalmente sobre si mesmo e deve começar
por se libertar ao menos de algumas delas, se quer algum dia adquirir algo de
novo, seja o que for.
A suprema ilusão do
homem é que pode fazer. Mas ninguém faz nada e ninguém pode fazer
nada.
T u d o a c o n t e c
e.
Para fazer é
preciso ser. E é preciso, antes de
tudo, compreender o que significa ser.
Se houver no homem
alguma coisa que possa resistir às influências exteriores, então essa mesma
coisa poderá resistir também à morte do corpo físico.
Segundo antigo
ensinamento, quando o homem atinge o mais completo desenvolvimento em geral que
lhe seja possível, ele se compõe de quatro corpos.
O que permite a
existência de quatro corpos é ter um organismo humano, isto é, o corpo físico.
A consciência
manifestada nesse novo corpo está apta a governá-lo e tem pleno poder e pleno
controle sobre o corpo físico.
Na linguagem cheia
de imagens de certos ensinamentos orientais, é assim:
Carruagem - corpo
Cavalo - sentimentos,
desejos
Cocheiro - pensamentos
Amo - Eu,
consciência, vontade
A
principal diferença, é que, no primeiro caso, as funções do corpo
físico governam todas as outras, noutros termos, tudo é governado pelo
corpo que é, por sua vez, governado pelas influências exteriores.
No
segundo caso, o comando ou controle emana do corpo superior.
Se
um homem nunca resiste a nenhum de seus desejos, se é conivente com eles, se os
adula, se até os encoraja, jamais haverá conflito interior, jamais haverá
“fricção” e fogo. Mas se, para atingir uma meta definida, ele combate os
desejos que se atravessam em seu caminho, cria desse modo um fogo que
transformará gradualmente seu mundo interior num Todo.
Na
verdade, enquanto seus quatro corpos não estiverem totalmente desenvolvidos,
nenhum homem tem o direito de ser chamado de Homem, no pleno sentido da
palavra.
Assim,
o homem verdadeiro possui numerosas propriedades que o homem comum não possui.
Uma
dessas propriedades é a imortalidade.
Postado por Mércia.
Postado por Mércia.
